A presidente do México, Claudia Sheinbaum, garantiu nesta quinta-feira (5) que seu governo continuará apoiando Cuba com o envio de ajuda humanitária, em meio às medidas unilaterais e ameaças dos norte-americanos contra a ilha.
Quando perguntada se os navios enviados recentemente a Cuba com ajuda humanitária, que contou com doações da população mexicana, "fortalecem a posição moral e diplomática" do México frente a outros países, a mandatária elogiou seu povo.
"Há uma marca no povo do México, que é a fraternidade. Nosso povo se caracteriza por isso, por ajudar o outro, por se ajudar na família, e isso se reflete em nossa política externa", respondeu Sheinbaum.
Durante sua entrevista coletiva matinal, na Cidade do México, a presidente indicou que a solidariedade da cidadania ocorre sempre "com todos os povos" da Terra. "E em particular quando estão vivendo uma situação muito difícil, como é o caso do povo de Cuba neste momento", disse.
"E nós vamos continuar enviando ajuda humanitária em tudo o que for necessário", insistiu a mandatária mexicana.
EUA x Cuba
- Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região. O documento acusa o governo cubano de se alinhar a "diversos países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" como Hamas e Hezbollah e de permitir a implantação, na ilha, de "capacidades militares e de inteligência sofisticadas" da Rússia e da China.
- Posteriormente, o presidente americano reconheceu que sua administração mantém contatos com Havana e afirmou que chegará a um acordo com Cuba, embora tenha descrito o país caribenho como "uma nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
- Por sua vez, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou: "Essa nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de um grupo que sequestrou os interesses do povo americano para fins puramente pessoais".
- Enquanto isso, Moscou expressou sua "firme disposição de continuar prestando a Cuba o apoio político e material necessário". "Do lado russo, foi confirmada a posição de princípio sobre a inaceitabilidade de exercer pressão econômica e militar sobre Cuba, incluindo o bloqueio do fornecimento de energia à ilha, o que poderia provocar uma grave deterioração da situação econômica e humanitária no país", afirmou a Chancelaria russa.