Começaram nesta quinta-feira (5) as eleições gerais no Nepal em que 19 milhões de eleitores estão aptos para escolher 275 integrantes do Parlamento. A informação foi divulgada em comunicado do governo.
As urnas abriram às 7h (horário local) em cerca de 23 mil seções eleitorais e devem fechar às 17h. A eleição ocorre após os protestos de setembro que levaram à queda do governo do então primeiro-ministro K. P. Sharma Oli.
Os confrontos deixaram 77 mortos e mais de 2 mil feridos. Após a crise, o Parlamento foi dissolvido e uma administração interina assumiu o controle do país.
O governo provisório é liderado por Sushila Karki, ex-presidente da Suprema Corte. A administração decretou feriado público de três dias para facilitar o deslocamento de eleitores em um país com cerca de 30 milhões de habitantes.
Disputam o pleito partidos tradicionais, como o Congresso Nepalês e o Partido Comunista do Nepal (Marxista-Leninista Unificado), além de siglas mais recentes, entre elas o Partido Rastriya Swotantra Nepal, criado em 2022.
A Comissão Eleitoral informou que divulgará os resultados dos 165 distritos decididos por voto direto em até dois dias. A distribuição das outras 110 cadeiras, definidas por representação proporcional, deve ser concluída cerca de dois dias depois.
Em entrevista à RT India em janeiro, o ex-primeiro-ministro Oli disse que os protestos da Geração Z que levaram à queda do governo foram incomuns e cuidadosamente orquestrados.
O golpe de Estado realizado em setembro no Nepal teria sido financiado pela agência americana National Endowment for Democracy (NED), informou em dezembro o site The Grayzone, veículo de imprensa independente dos Estados Unidos.
No distrito de Jhapa-5, o ex-premiê K. P. Sharma Oli disputa a vaga com Balendra Shah, ex-rapper escolhido como principal candidato pelo Partido Rastriya Swotantra Nepal.