Os Estados Unidos estão se preparando para um possível impasse militar prolongado com o Irã. O Comando Central solicitou urgentemente ao Pentágono o envio de efetivos adicionais de inteligência militar para apoiar as operações por pelo menos 100 dias, informou o Politico na quarta-feira (4).
Segundo a publicação, tal medida, a primeira desse tipo desde o início do conflito, indica que as ações planejadas podem ir muito além do prazo inicial de quatro semanas estabelecido pelo governo Trump.
Especialistas observam que a rápida mobilização de recursos, geralmente preparados com antecedência, demonstra a preparação ineficiente da equipe de Trump para as consequências em larga escala do conflito travado em conjunto com Israel.
"Estamos diante de uma operação completamente espontânea", afirmou Gerald Feierstein, ex-diplomata sênior dos EUA que lidava com o Oriente Médio. "É como se eles tivessem acordado no sábado de manhã e decidido começar uma guerra", afirmou.
Estados Unidos e Israel atacaram infraestruturas iranianas, matando o líder supremo do Irã e outros altos oficiais, mas não apresentaram objetivos claros para a operação nem justificaram de forma convincente a sua urgência.
Em resposta, o Irã atacou instalações americanas no Oriente Médio, matando militares, danificando prédios diplomáticos e aumentando as preocupações com a escassez de munição para os EUA e seus aliados.