Kremlin: escassez de gás na Europa prejudica cada vez mais a indústria e população

O porta-voz da Presidência russa lembrou declarações anteriores do presidente Vladimir Putin, quando destacou que os americanos ofereciam "produtos caros", ao contrário da Rússia, que tem capacidade de fornecer gás barato.

A escassez de gás na Europa está tornando cada vez mais difícil a vida tanto para a população quanto para a indústria, que está perdendo competitividade, afirmou na quinta-feira (5) o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

"A situação está se tornando cada vez mais difícil para os europeus, tanto para os indivíduos, em termos de preço da energia doméstica, quanto para a indústria, que está perdendo competitividade a cada hora", disse ele a repórteres.

Peskov também lembrou declarações anteriores do presidente Vladimir Putin, quando destacou que os americanos ofereciam "produtos caros", ao contrário da Rússia, que tem capacidade de fornecer gás barato. 

Na quarta-feira(4), o presidente russo indicou que Moscou poderia cortar imediatamente o fornecimento de gás para os mercados europeus devido às restrições da UE e redirecioná-lo a mercados mais promissores.

Ele acrescentou que instruiria o governo, juntamente com empresas russas, a analisar a questão do fornecimento de gás natural para plataformas de negociação alternativas, embora uma decisão final ainda não tenha sido tomada.

Putin também acrescentou que a situação atual no mercado europeu é, "principalmente, resultado da política energética equivocada das autoridades europeias".

Posição de Moscou

Moscou tem afirmado reiteradamente que os próprios países que recorrem a medidas antirrussas são os que sofrem as consequências. Além disso, ressaltam que as sanções ocidentais não podem influenciar a política da Rússia e não funcionam.

A administração russa enfatizou muitas vezes que, ao abrir mão totalmente do gás russo, a Europa será obrigada a depender de gás mais caro, o que "terá inevitavelmente consequências para a economia europeia e reduzirá a competitividade do continente".