
Imprensa dos EUA traz detalhes do telefonema entre Trump e Netanyahu que motivou ataque ao Irã

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ligou para Donald Trump na última segunda-feira (23) de fevereiro com uma informação que o presidente dos Estados Unidos não pôde ignorar. O líder do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e todo o seu círculo íntimo de assessores se reuniriam em um mesmo local de Teerã na manhã de sábado.
O momento era ideal para matar todos em um único ataque aéreo, assegurou Netanyahu a Trump e à sua equipe na ocasião. As informações foram divulgadas pela agência Axios, citando três fontes a par dessa conversa telefônica secreta, realizada a partir da sala de crise da Casa Branca.

Segundo o Axios, a ligação do primeiro-ministro israelense representou "um momento crucial que deu início à guerra com o Irã" e responde à pergunta de muitos legisladores e líderes mundiais sobre por que Trump lançou o ataque precisamente no último sábado.
Khamenei e seu círculo próximo eram "alvos irresistíveis" para Trump, que ordenou à CIA que verificasse a informação fornecida pela inteligência militar israelense. Na quinta-feira (26), a CIA confirmou que as autoridades iranianas iriam se reunir e sustentou que era necessário aproveitar essa oportunidade, comentou uma fonte do meio.
Negociações fracassadas
Naquela mesma quinta-feira, os enviados de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, ligaram de Genebra após horas de negociações com autoridades iranianas, concluindo que o diálogo não levava a lugar nenhum.
De acordo com um funcionário norte-americano com conhecimento direto dessa ligação, os enviados transmitiram a Trump uma mensagem clara: "Se o senhor decidir apostar na diplomacia, pressionaremos e lutaremos por um acordo, mas estes caras nos mostraram que não desejam fazer o acordo que o deixaria satisfeito".
Depois disso, Trump ficou convencido de duas coisas: os dados de inteligência eram sólidos e a diplomacia estava morta, resumiu o Axios. "Na sexta-feira, às 15h38, horário do leste, ele deu a ordem final. Onze horas depois, as bombas caíram sobre Teerã, Khamenei morreu e a guerra havia começado", concluiu a reportagem.
