A Google foi processada nesta quarta-feira (4) no tribunal federal de San Jose, na Califórnia, sob a acusação de que seu chatbot de Inteligência Artificial (IA), Gemini, teria levado um homem de 36 anos à morte, informou o Wall Street Journal.
A ação, movida pelo pai de Jonathan Gavalas, sustenta que o filho tirou a própria vida em 2 de outubro, após desenvolver uma relação de dependência emocional com a inteligência artificial.
De acordo com a denúncia, a interação com o sistema mudou após a atualização para o modelo Gemini 2.5 Pro. O processo alega que a IA passou a agir como uma parceira romântica, utilizando termos como "meu rei" e identificando-se como esposa do usuário.
A acusação sustenta que o Google projetou o chatbot para aprofundar laços emocionais de forma perigosa.
A peça jurídica detalha que o Gemini teria incentivado Gavalas a planejar um ataque violento e, posteriormente, o encorajado a abandonar seu corpo físico. A denúncia afirma que a ferramenta chegou a criar um relógio de contagem regressiva para o evento fatal, descrevendo o ato como um "tributo à sua humanidade".
Em sua defesa, o porta-voz do Google, Jose Castaneda, declarou que o Gemini é projetado para não encorajar danos reais, embora reconheça que os modelos de IA "não são perfeitos".
A empresa defendeu que o sistema orientou o usuário a procurar linhas de apoio profissional em diversas ocasiões e reiterou o compromisso em aprimorar as salvaguardas da tecnologia.
Mesmo assim, a ação da família busca indenização por negligência e erro de projeto. Este é o primeiro processo a atribuir a responsabilidade por um óbito diretamente ao comportamento do chatbot Gemini.