O número de presos em centros de detenção provisória e colônias penais na Rússia atingiu seu nível mais baixo na história nesta quarta-feira (4), conforme anunciado pelo vice-presidente da Suprema Corte russa, Vladimir Davydov, durante sessão no Conselho da Federação.
Atualmente, 308 mil cidadãos estão privados de liberdade no país, segundo afirmou Davydov, citado pelo portal Izvestia. A taxa de encarceramento é de 209 presos para cada 100 mil habitantes.
O vice-presidente da Suprema Corte russa atribuiu o resultado à política de humanização da legislação e das práticas jurídicas iniciada em 2001.
O magistrado destacou que, na virada do milênio, a Rússia possuía 1,06 milhão de presos, figurando entre os dez países com maior população carcerária do mundo. Em 2013, esse número já havia caído para 700 mil.
Davydov ressaltou que, há 25 anos, a pena de reclusão correspondia a 40% de todas as sentenças proferidas, enquanto no último ano esse percentual caiu para 26%. O número de pessoas em Centros de Detenção Provisória (SIZO) também alcançou mínima histórica: 89 mil pessoas.
O presidente Vladimir Putin já havia apontado, em fevereiro, a redução no uso de medidas de prisão cautelar como prova dessa evolução jurídica. O mandatário russo defendeu que a Justiça continue priorizando a proteção judicial de mulheres, crianças e outras categorias vulneráveis da sociedade.