
Petróleo da Venezuela está 'começando a fluir', diz Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (4) que o petróleo venezuelano "está começando a fluir". Ele também voltou a elogiar o governo da presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Trump assegurou que Rodríguez "está fazendo um excelente trabalho e colaborando muito bem com os representantes norte-americanos".
"O petróleo está começando a fluir, e o profissionalismo e a dedicação entre ambos os países é algo muito grato de ver", escreveu Trump em sua rede, Truth Social.

Em paralelo, Rodríguez recebeu no Palácio de Miraflores, sede presidencial localizada em Caracas, o secretário do Departamento de Interior dos EUA e presidente do Conselho Nacional de Domínio Energético, Doug Burgum.
Novos contratos
Na véspera, a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) anunciou que havia assinado novos contratos de fornecimento de petróleo bruto e derivados, destinados ao mercado norte-americano, com empresas comercializadoras cujos nomes não foram divulgados.
De acordo com a empresa venezuelana, a operação se inscreve dentro da "histórica relação comercial" entre Washington e Caracas e tem como propósito "garantir suprimentos" ao país norte-americano.
A Assembleia Nacional venezuelana aprovou, no início de fevereiro, uma reforma na Lei Orgânica de Hidrocarbonetos que incorpora esquemas de negócios com particulares, eficazes para contornar as restrições impostas por Washington.
O Tesouro norte-americano, por sua vez, emitiu um conjunto de licenças que possibilitam o reingresso condicionado de várias gigantes energéticas ao território venezuelano, sem renunciar ao seu esquema geral de medidas coercitivas unilaterais, que foi renovado recentemente por mais um ano.
Além disso, no último dia 11 de fevereiro, o secretário de Energia dos EUA, Christopher Wright, foi à capital venezuelana em uma visita oficial. Sobre isso, Rodríguez afirmou que o objetivo das conversas foi "o estabelecimento de uma parceria produtiva de longo prazo, que permita uma agenda energética que se torne o motor da relação bilateral".

