
Eleições 2026: TSE veta deepfakes, repetição de conteúdo removido e ataques a mulheres

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta quarta-feira (4), as 14 resoluções que vão orientar a realização das Eleições Gerais de 2026. As normas definem procedimentos e regras que deverão ser seguidos por partidos, federações, candidatas, candidatos e eleitores durante o processo eleitoral.
No pleito, marcado para 4 de outubro, quando ocorre o primeiro turno, o eleitorado escolherá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais, no caso do Distrito Federal.
Entre os pontos incluídos nas normas para 2026 estão regras relacionadas ao uso de inteligência artificial (IA) em campanhas eleitorais.

A resolução que trata da propaganda eleitoral proíbe a divulgação ou o compartilhamento de conteúdo sintético gerado ou modificado por IA que não esteja identificado de acordo com as regras de rotulagem estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Também fica vedada a republicação de conteúdos que já tenham sido alvo de ordem de remoção pela Justiça Eleitoral, quando os provedores de aplicação tiverem sido informados da decisão e não realizarem a retirada imediata do material.
Outra proibição prevista nas normas diz respeito à divulgação de conteúdo de violência política contra a mulher durante o período eleitoral.
As resoluções também atualizam regras para pesquisas eleitorais. Entre as mudanças está a exigência de declaração formal do estatístico responsável pelo levantamento, que deverá confirmar vínculo com a entidade responsável, manter documentação auditável e declarar ciência das sanções previstas em caso de irregularidades.
As normas tratam ainda da gestão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Segundo o texto aprovado, caberá à Secretaria de Planejamento, Orçamento, Finanças e Contabilidade do TSE realizar a distribuição dos recursos aos diretórios nacionais dos partidos políticos.
No campo da prestação de contas, a resolução também prevê a possibilidade de utilização de recursos de campanha para ações de prevenção, repressão e combate à violência política contra mulheres, além da contratação de segurança para candidatas.
Segundo o TSE, o conjunto das resoluções tem como objetivo organizar as etapas do processo eleitoral e padronizar a aplicação da legislação em todo o país.
