O presidente russo, Vladimir Putin, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores da Hungria,Peter Szijjarto, no Kremlin nesta quarta-feira (4).
O chanceler russo, Sergey Lavrov, o primeiro vice-premiê da Rússia, Denis Manturov, o assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, e o embaixador da Hungria em Moscou, Norbert Konkoly, também participaram das conversas.
Szijjarto declarou nas redes sociais que os temas discutidos incluíram "segurança energética e prisioneiros de guerra", especificamente dos húngaros da Transcarpátia que se juntaram às Forças Armadas da Ucrânia.
O encontro ocorre em meio a tensões entre Budapeste e Kiev, que se recusa a desbloquear o fornecimento de petróleo bruto russo através do oleoduto Druzhba.
Ataques ucranianos
Em agosto e início de setembro de 2025, o regime de Kiev perpetrou vários ataques com drones e mísseis contra o oleoduto Druzhba em território russo, o que provocou a suspensão temporária do fornecimento de petróleo à Hungria e à Eslováquia.
Os governos dos dois países criticaram duramente as ações de Kiev, afirmando que elas não ficariam sem consequências. Já o líder do regime de Kiev ironizou as consequências dos ataques realizados pelas forças ucranianas.
Embora o fluxo tenha sido posteriormente restabelecido, desde o final de janeiro a Ucrânia volta a bloquear o trânsito, interrompendo novamente o abastecimento a ambos os países.
Contramedidas da Hungria
Budapeste já deu dois passos concretos: a suspensão do fornecimento de diesel à Ucrânia e o bloqueio de um empréstimo de 90 bilhões de euros acordado com a UE para Kiev. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, lembrou que a Hungria fornece uma parte significativa do abastecimento de eletricidade à Ucrânia, pelo que qualquer interrupção poderia ter graves consequências para o país vizinho.
O ramal sul do oleoduto Druzhba, que atravessa o território ucraniano, transporta petróleo russo para Hungria e Eslováquia, enquanto o ramal norte, que abastecia Polônia e Alemanha, foi fechado em decorrência das sanções europeias.