
Lula faz forte crítica à Europa por anúncios de rearmamento: 'todo mundo quer mais bomba atômica'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o dinheiro gasto com armamentos no mundo poderia ser usado para combater a fome e criticou a corrida por rearmamento em várias regiões, especialmente na Europa. A declaração foi feita nesta quarta-feira (04), durante a 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe.
Segundo ele, os cerca de US$ 2,7 trilhões destinados a gastos militares no último ano poderiam garantir mais de US$ 4 mil para cada uma das 630 milhões de pessoas que passam fome no planeta.

"Não precisaria ter fome no mundo se houvesse o bom senso dos governantes do mundo", afirmou.
❗️🇧🇷 ''FIZEMOS A OPÇÃO DE NÃO POSSUIR ARMAS NUCLEARES''Lula destacou que não-proliferação está ''há muito tempo'' na Constituição.💬''Aquele ditado de que quem quer paz, se prepara para a guerra, é para quem quer fazer guerra. Nós queremos paz''Mais: https://t.co/FdkuCRnuWMpic.twitter.com/T5sLN72rox
— RT Brasil (@rtnoticias_br) March 4, 2026
O presidente também fez um apelo aos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, para que priorizem o combate à fome em vez da ampliação de investimentos militares.
"Todo mundo quer mais armas, mais bomba atômica, mais drone, mais caça cada vez mais caro. E tudo isso não é feito para construir ou produzir alimento. Isso é feito para diminuir ou destruir aquilo que já está plantado", disse.
Lula também afirmou que a fome ainda recebe pouca atenção dos governos. Segundo ele, pessoas em situação de insegurança alimentar muitas vezes são tratadas como "invisíveis" nas decisões políticas e nos orçamentos públicos.
