O conflito no Oriente Médio resultou na disparada dos preços de petróleo e gás e pode fazer a Europa voltar a discutir a compra de gás natural liquefeito russo (GLN), segundo informou a Reuters, citando a avaliação do ministro de Energia da Noruega, Terje Aasland, na terça-feira (3).
"A União Europeia (UE) tem sido muito clara quanto ao seu desejo de se libertar do petróleo e do gás russos, mas os acontecimentos dos últimos três ou quatro dias também têm sido difíceis", afirmou o ministro norueguês durante a conferência na capital do país, Oslo.
Os preços do GNL tiveram um aumento de 75% nesta semana.
"Com a situação geopolítica que vemos agora, acredito que o debate será reativado", concluiu Aasland.
- Sendo o maior fornecedor de gás na Europa, os recursos da Noruega pode cobrir apenas 30% da demanda na região. Ao mesmo tempo, o Catar, que tem suspendido a produção de gás devido às tensões no Golfo, conta com 20% da produção mundial do combustível.