Justiça suspende venda de mina de ouro na Bahia que estava em negociação entre Canadá e China

A Justiça da Bahia determinou a suspensão da venda de uma mina de ouro no estado que integra uma negociação superior a US$ 1 bilhão, aproximadamente R$ 5,2 bi) entre empresas estrangeiras. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo na terça-feira (3).
A decisão atende a um pedido da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), estatal do governo da Bahia.
Segundo a empresa, a operação foi anunciada sem comunicação prévia à estatal, o que, de acordo com a CBPM, contraria cláusulas do contrato de arrendamento firmado com a mineradora canadense Equinox Gold.
Em dezembro de 2025, a Equinox anunciou a venda de seus ativos de ouro no Brasil para a mineradora chinesa CMOC. O acordo prevê pagamento de US$ 900 milhões (cerca de R$ 4,6 bilhões) no fechamento da operação e mais US$ 115 milhões (R$ 598 milhões) após um ano.
Na decisão, o juiz determinou que as empresas apresentem documentos sobre a transação. O magistrado também manteve o funcionamento do complexo minerário e negou o pedido da estatal para retomar imediatamente a área.
A Equinox informou que a venda ocorreu em conformidade com a lei e com as obrigações contratuais. A CMOC não se manifestou sobre o caso até o momento.
