O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, realizou uma rodada de conversas por telefone com chanceleres do Oriente Médio e da Europa nesta terça-feira (3).
O governo brasileiro buscou informações estratégicas para avaliar o cenário de conflito na região. Antes das ligações, o ministro atualizou o presidente Lula sobre a situação.
As conversas incluíram os ministros da Jordânia, Ayman Safadi, e do Kuwait, Jarrah Al-Sabah. O chanceler brasileiro também voltou a falar com Abdullah bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos (EAU), país que foi alvo de ataques retaliatórios do Irã, e Johann Wadephul, da Alemanha.
Na conversa com a Jordânia, os ministros trataram dos ataques iranianos ao território jordaniano e os possíveis desdobramentos para os próximos dias. Já com o Kuwait, o foco se tornou aos impactos da crise na economia global e na segurança da comunidade brasileira local.
Sobre as conversas com o par alemão, o Itamaraty informou que "(Ambos) manifestaram preocupação com possíveis danos às populações civis, com a deterioração da situação humanitária e a segurança no Oriente Médio".
A proteção de brasileiros em áreas de conflito é uma das prioridades do Itamaraty. Em conversa anterior com o chanceler dos EAU, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro ressaltou que os confrontos têm "impacto direto para turistas brasileiros que atualmente visitam aquele país ou estão retidos nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi".
Na segunda-feira (2), o assessor especial Celso Amorim discutiu a crise no Oriente Médio com o presidente Lula, segundo informou a imprensa. O governo brasileiro avalia possíveis iniciativas diplomáticas e defende uma solução negociada para reduzir as tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã.