A agência Financial Times revelou na terça-feira (3) que ao final de fevereiro aliados ocidentais da Ucrânia, inclusive a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, juntaram-se às exigências para deixar especialistas independentes avaliarem a situação do oleoduto "Druzhba", mas receberam a recusa do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky.
Governos de países da União Europeia (UE), em particular a Hungria e a Eslováquia, repetidamente denunciam a Ucrânia pelo bloqueio do oleoduto por razões políticas, e não técnicas, classificando o fechamento como "chantagem política".
A Ucrânia alega que o oleoduto "não está funcional" e está passando por reparos, enquanto a Hungria e a Eslováquia, parte interessada na compra de petróleo russo, insistem que o Druzhba está parado motivos políticos.
Diante disso, a Hungria bloqueou o empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia com a única condição - reativar o fornecimento de petróleo da Rússia através do Druzhba.
A reativação do oleoduto tornou-se ainda mais urgente em meio da escalada no Oriente Médio, que provocou uma disparada dos preços dos hidrocarbonetos.
"Não podemos dizer se há danos ou não. Existem maneiras muito fáceis de documentar isso e mostrar que eles estão se esforçando para reparar. Eles não fizeram isso", revelou um diplomata europeu sob condição de anonimato.
- O premiê húngaro Viktor Orbán afirmou na segunda-feira (2) que tinha como prova fotos de satélite demonstrando que o Druzhba não está danificado o suficiente ao ponto de ficar inoperante e anunciou que manteria as "contramedidas", entre as quais o veto ao empréstimo, até que a Ucrânia autorize a passagem de petróleo.