CEO da OpenAI sobre uso de IA para Defesa: 'Existem perigos reais pairando sobre o mundo'

Sam Altman discorreu sobre o dilema moral de se cooperar com o governo para o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial empregadas no setor das forças armadas.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, alertou para os "perigos reais" que os EUA e o mundo podem enfrentar em um futuro próximo, em uma postagem publicada nesta terça-feira (3) no X, no contexto dos recentes acordos da empresa com o Departamento de Guerra dos EUA para o uso de inteligência artificial (IA) em agências governamentais.

"Existem perigos reais pairando sobre o mundo, e talvez muito em breve", afirmou.

Altman refletiu sobre como se sentiria "no dia seguinte a um ataque aos EUA ou a uma nova arma biológica que poderíamos ter ajudado a prevenir", explicando os dilemas que a empresa enfrenta em relação às decisões de segurança e à cooperação com o governo.

O executivo sustentou que a IA apresenta riscos e benefícios significativos e argumentou que o desenvolvimento dessa tecnologia deve permanecer sob o controle do processo democrático. Sam Altman também afirmou que nenhuma empresa privada deve decidir unilateralmente o futuro do mundo e, portanto, acredita ser necessário fortalecer o poder das pessoas.

Acordos entre a OpenAI e o governo dos EUA

O anúncio surge após a OpenAI confirmar um acordo com o Departamento de Guerra dos EUA para implantar seus modelos de IA em serviços de nuvem governamentais secretos.

Segundo o Financial Times, o Pentágono está explorando o desenvolvimento de sistemas de IA para fins militares, incluindo ferramentas projetadas para identificar vulnerabilidades na infraestrutura da China e já tratou do assunto com grandes empresas de tecnologia.

Entre os princípios incluídos no acordo estão a proibição da vigilância doméstica em massa e a exigência de supervisão humana no uso da força, incluindo as armas autônomas.