
Hungria classifica bloqueio do oleoduto Druzhba pela Ucrânia como 'ataque'

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, denunciou na segunda-feira (2) o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, por bloquear intencionalmente o fornecimento de petróleo através do oleoduto Druzhba, em uma postagem na rede social X.
Após reunião do Conselho de Segurança da Hungria, onde altos funcionários examinaram imagens de satélite que mostram o oleoduto, Szijjarto concluiu que "Zelensky mente" sobre o estado do oleoduto Druzhba, que deveria transportar petróleo russo para a Hungria e a Eslováquia, mas permanece paralisado.

"As imagens de satélite mostram claramente que não há nenhuma razão técnica ou de engenharia para o bloqueio do oleoduto Druzhba", afirmou o ministro.
Situação grave
O ministro destacou a gravidade da situação, especialmente em um contexto em que o transporte marítimo de petróleo se tornou incerto, como consequência de um possível fechamento prolongado do estreito de Ormuz diante da agressão dos EUA e de Israel ao território iraniano.
Ele enfatizou que "neste ataque à segurança energética da Hungria", a Ucrânia age com a cumplicidade do partido opositor húngaro Tisza.
"Todos sabemos que os acordos que levaram os ucranianos a bloquear o funcionamento do oleoduto Druzhba foram feitos em Munique", declarou.
Segundo Szijjarto, existe uma coordenação internacional por trás dessa medida: "Bruxelas tomou essas decisões para ajudar o partido Tisza, para ajudar a formar um governo pró-Ucrânia na Hungria".
O ministro concluiu sua intervenção com uma mensagem firme: "Não permitiremos isso, romperemos o bloqueio do petróleo e garantiremos a segurança do abastecimento energético da Hungria, bem como a manutenção da redução das contas de serviços públicos".
- As declarações de Szijjarto ocorrem em meio à escalada das tensões entre os dois países devido ao bloqueio de Zelensky ao oleoduto, fundamental para o abastecimento energético tanto da Hungria quanto da Eslováquia, medida que coloca em risco o acesso à energia dos cidadãos de ambas as nações.

