
Marinha pretende investir R$ 250 bi após intervenção dos EUA na Venezuela
A Marinha do Brasil aguarda resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre uma proposta ambiciosa de renovação da frota. O pacote foi entregue à Presidência no dia 15 de janeiro, logo após a ação militar dos Estados Unidos em Caracas que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro.
De acordo com apuração do jornal O Estado de S.Paulo, a proposta prevê investimentos superiores a R$ 250 bilhões até 2040. Entre os destaques, a finalização do projeto do submarino nuclear Álvaro Alberto, cuja entrega está prevista para 2033. O projeto integra o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

Em linhas gerais, o objetivo é reforçar a capacidade de defesa do mar territorial brasileiro, das ilhas oceânicas e das riquezas estratégicas relacionadas com a chamada Amazônia Azul, diante da possível presença militar de potências estrangeiras no Atlântico Sul.
Escalada de preocupações
Um dos principais vetores da preocupação brasileira é a Margem Equatorial, área marítima rica em petróleo de cerca de 360 mil km² entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. A região possui potencial estimado de até 30 bilhões de barris de petróleo e a Marinha considera essencial presença estatal permanente, com capacidade de defesa militar.
De acordo com a apuração do Estadão, o comandante da Força Naval, almirante Marcos Sampaio Olsen, também destaca como prioridade a ampliação da Esquadra. Estudos da Marinha apontam que, em 2023, já seriam necessárias oito fragatas no litoral brasileiro. Hoje, são apenas quatro unidades.
No eixo submarino, além do projeto nuclear, o programa inclui outras quatro embarcações especializadas da classe Riachuelo.
O plano naval ainda prevê a aquisição de três navios anfíbios, 20 navios-patrulha de 500 toneladas e dez navios-patrulha oceânicos. Eles são considerados essenciais pela Marinha para fiscalização do litoral, proteção de infraestruturas críticas e combate a ilícitos no mar.


