O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou nesta segunda-feira (2) que o programa de mísseis balísticos convencionais do Irã "estava crescendo de forma rápida e drástica", e representava "uma ameaça muito clara e colossal para os EUA", bem como para suas tropas destacadas no exterior.
"O regime [iraniano] já possuía mísseis capazes de atingir a Europa e nossas bases, e em breve teria mísseis capazes de atingir nosso belo país, os Estados Unidos", afirmou.
Segundo o presidente americano, o objetivo do programa de mísseis do Irã era "proteger o desenvolvimento de suas armas nucleares e tornar extremamente difícil para qualquer um impedi-los de produzir essas armas nucleares altamente proibidas".
Por sua vez, a inteligência americana não confirmou a ideia de que Teerã estivesse prestes a dispor de um míssil capaz de atingir o território americano e considerava que o aviso de Trump era exagerado, de acordo com a Reuters.
Uma avaliação não confidencial de 2025 da Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês) estabeleceu 2035 como prazo para que o Irã pudesse desenvolver um "míssil balístico intercontinental militarmente viável" a partir de sua tecnologia de lançadores espaciais.
- Israel e os Estados Unidos lançaram um ataque conjunto não provocado contra o Irã nas primeiras horas de sábado (28), com o objetivo de eliminar "as ameaças" representadas pelo governo iraniano.
- Os ataques mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e pelo menos outros quatro oficiais militares de alta patente.
- Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.