
Café ou matcha? Pesquisa analisa qual bebida oferece estímulo mais estável

Um estudo publicado no Journal of the Science of Food and Agriculture comparou duas das bebidas estimulantes mais consumidas no mundo, café e matcha, e destacou que, embora ambas as bebidas aumentem o estado de alerta, o tipo de estímulo gerado por cada uma é diferente.

O café se destaca pela alta concentração de cafeína, que costuma provocar um efeito rápido no organismo, elevando a disposição em poucos minutos. Em algumas pessoas, porém, esse estímulo mais intenso pode ser seguido por uma queda perceptível de energia.
Já o matcha, chá verde em pó consumido com a folha inteira, contém compostos como a L-teanina, associada a um efeito mais equilibrado. A combinação com a cafeína tende a liberar energia de forma gradual, com menos oscilações ao longo do dia.
Como cada bebida age no corpo
- Café: estímulo rápido, maior concentração de cafeína e efeito mais imediato sobre o foco e a disposição.
- Matcha: energia mais estável, com presença de compostos antioxidantes e L-teanina, que pode suavizar os efeitos da cafeína.
Possíveis benefícios
Segundo a pesquisa, as duas bebidas apresentam compostos associados à saúde cerebral e cardiovascular quando consumidas com moderação.
O café é amplamente estudado por sua ação estimulante e potencial impacto positivo na atenção. Já o matcha se destaca pela alta concentração de antioxidantes, especialmente catequinas, além da L-teanina, ligada à concentração e ao relaxamento sem causar sonolência.
Pontos de atenção
O consumo excessivo de café pode provocar ansiedade, irritação gástrica e alterações no sono, especialmente em pessoas mais sensíveis à cafeína. O matcha, embora geralmente considerado menos agressivo ao estômago, também pode interferir no sono se ingerido em grandes quantidades.
Qual escolher?
O estudo não define uma bebida como superior. A escolha depende do objetivo e da sensibilidade individual. Quem busca um impulso imediato pode preferir o café. Já quem procura foco mais constante ao longo do dia pode se adaptar melhor ao matcha.
A conclusão da pesquisa reforça que pequenas decisões diárias, como a bebida escolhida pela manhã, envolvem diferenças químicas capazes de alterar a forma como o corpo responde à cafeína, e isso pode fazer mais diferença do que parece.

