O crescente conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã representa um duro golpe para os setores de turismo e aviação no Oriente Médio e em todo o mundo, informou a Reuters nesta segunda-feira (2).
Os principais aeroportos da região, incluindo o Aeroporto Internacional de Dubai e o Aeroporto Internacional de Doha, permaneceram fechados pelo terceiro dia consecutivo, causando cancelamentos generalizados de voos e deixando dezenas de milhares de passageiros retidos.
Ao mesmo tempo, os preços do petróleo dispararam 7%, atingindo os níveis mais altos dos últimos meses, o que pressiona ainda mais os custos das companhias aéreas, segundo informa a publicação.
Os mercados financeiros reagiram imediatamente à crise. As ações dos principais conglomerados de aviação e turismo europeus, como TUI e IAG (proprietária da British Airways), bem como Lufthansa e Air France-KLM, caíram entre 7% e 9%.
Companhias aéreas asiáticas, incluindo a japonesa ANA Holdings e empresas chinesas, também sofreram perdas significativas. Analistas apontam para o aumento dos custos de combustível, os cancelamentos de voos diretos e os custos de redirecionamento como os principais fatores de pressão. A perspectiva é sombria: as interrupções no transporte aéreo podem durar várias semanas, reduzindo significativamente a demanda por viagens para a região.
Grandes companhias aéreas, incluindo Cathay Pacific, Singapore Airlines e Air India, estão cancelando voos para o Oriente Médio e ajustando sua logística, oferecendo remarcações gratuitas. Viajantes de todo o mundo, como passageiros da Qatar Airways em Sydney ou Milão, estão sendo obrigados a buscar rotas alternativas às pressas, muitas vezes sem informações claras das companhias aéreas.