O conflito desencadeado pelos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado neste fim de semana, colocou a Fifa em alerta às vésperas da Copa do Mundo de 2026, que terá EUA, México e Canadá como sedes. A informação foi publicada pelo Politico, no domingo (1º).
Dirigentes da Fifa se reuniram no sábado (28), em Cardiff (País de Gales), para encontros técnicos do International Football Association Board (IFAB).
Durante a reunião, foi decidida a criação da um gabinete de crise para avaliar os riscos e acompanhar a situação de perto, garantindo a segurança do torneio.
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, classificou como "improvável" a participação do país no Mundial.
Ele afirmou ainda que "é difícil olhar para a Copa do Mundo com esperança" diante do cenário militar e ressaltou que a decisão final sobre a presença iraniana cabe aos dirigentes do país.
Incertezas sobre participação
Mesmo antes do conflito, a presença do Irã na Copa já tinha obstáculos. Restrições de entrada nos Estados Unidos, vigentes desde 2025, fizeram com que vistos de atletas, membros das delegações e familiares fossem negados, inclusive antes do sorteio do Mundial, em dezembro do ano passado.
A seleção iraniana tem jogos na fase de grupos contra Nova Zelândia e Bélgica, em Los Angeles, e diante do Egito, em Seattle. Há ainda a possibilidade de um confronto direto com os Estados Unidos, caso ambos terminem em segundo lugar em seus grupos.
O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, afirmou que a entidade acompanha os acontecimentos, mas considera "prematuro avaliar resultados concretos", e que manterá comunicação direta com os governos dos países-sede para garantir segurança de atletas, torcedores e membros das delegações.