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Polícia Federal pede R$ 200 milhões e 458 agentes para segurança de candidatos a presidente em 2026

O plano amplia efetivo, prevê aquisição de coletes balísticos velados, binóculos com câmera, dispositivos de reconhecimento facial e sistema antidrones.
Polícia Federal© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal solicitou um reforço de R$ 200 milhões no orçamento e a mobilização de 458 agentes para a segurança de candidatos à Presidência em 2026, conforme reportagem publicada no sábado (01) pela Folha de São Paulo. O plano inclui aquisição de sistema antidrones, reconhecimento facial e veículos blindados.

O órgão estima que até dez candidatos precisarão de proteção nas próximas eleições. O documento prevê 48 policiais para os nomes considerados mais expostos e 24 para os de menor risco. A estratégia poderá sofrer ajustes caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirme candidatura à reeleição.

Do total de agentes, 30 delegados chefiarão as equipes. Outros 60 atuarão na inteligência e até 316 exercerão funções operacionais de proteção direta.

O plano preliminar tem 29 páginas e foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao Palácio do Planalto e à equipe econômica. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirma no documento que a ampliação da segurança reflete o "conturbado momento pelo qual passamos".

A proposta reserva mais de R$ 92 milhões para a compra de 256 veículos blindados ou descaracterizados. Outros R$ 39,5 milhões destinam-se ao sistema antidrone EnforceAir e bloqueadores portáteis. A PF calcula ainda cerca de R$ 50 milhões para diárias, passagens e suprimentos.

O plano também prevê coletes balísticos velados, binóculos com câmera e dispositivos de reconhecimento facial. A corporação quer estruturar salas reservadas para autoridades em aeroportos, diante da expectativa de aumento de deslocamentos durante a campanha.

A estratégia classifica ocorrências por nível de risco, de tumultos e hostilidades a ameaças de bomba ou tentativa de assassinato. As equipes deverão isolar áreas, acionar esquadrões antibomba e responder a ataques cibernéticos.

Em 2022, a PF mobilizou de 300 a 400 agentes e estimou gasto de R$ 57 milhões. O órgão não informou se houve ampliação daquele valor ao longo da campanha.