Flávio Bolsonaro ataca Lula e faz aceno às mulheres em ato na Paulista

Senador e pré-candidato à Presidência do Brasil poupou críticas contra ministros do Supremo Tribunal Federal em seu discurso, enquanto aliados elevaram tom contra Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A primeira manifestação de aliados de Bolsonaro em 2026 na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º), foi marcada por ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro centrou críticas no petista, evitou citar nominalmente magistrados da Corte e fez acenos ao eleitorado feminino.

O ato, intitulado "Acorda Brasil", ocorreu também em outras capitais e foi o primeiro desde a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em São Paulo, participaram ainda os governadores Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás), além do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes.

Discurso calibrado e críticas ao governo

Último a discursar, Flávio agradeceu aliados e afirmou que o grupo é favorável ao impeachment de ministros do STF que "descumpram a lei", mas declarou que "nosso alvo nunca foi o Supremo".

"Nós sempre dissemos que o Supremo é fundamental para a democracia, mas estão destruindo a democracia a pretexto de defendê-la para atingir Bolsonaro", disse.

O senador atacou Lula e mencionou suspeitas envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

"Eu aprendi honestidade em casa, sou filho de Bolsonaro, não sou filho do Lula", afirmou. Também criticou gastos do presidente e declarou: "Ninguém aguenta mais quatro anos de PT".

Em aceno às mulheres, disse que, em seu governo, "as mulheres serão, de verdade, abraçadas e protegidas, sem hipocrisia". Flávio ainda comparou valores pagos no Bolsa Família durante a gestão de Jair Bolsonaro com os atuais.

Aliados intensificam ataques ao STF

Antes de Flávio, o deputado Nikolas Ferreira defendeu o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e afirmou que vai trabalhar para derrubar o veto presidencial ao projeto da dosimetria.

"O destino final do Alexandre de Moraes não é impeachment, não. O destino final dele é a cadeia", declarou.

O pastor evangéligo Silas Malafaia acusou Moraes de corrupção ao citar contrato do escritório de advocacia da mulher do ministro com o Banco Master.

"Ele foi comprado. Seu poder foi comprado", afirmou.

Parlamentares como Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy, Gustavo Gayer, Bia Kicis e o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, também discursaram com críticas ao presidente e a ministros do STF.

Por chamada de vídeo dos Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro agradeceu o apoio ao pai e defendeu a eleição do irmão.

Faixas com dizeres como "Libertem Bolsonaro", "Fora Moraes" e "Fora Lula" foram exibidas pelo público ao longo da manifestação.