Os rebeldes houthis do Iêmen decidiram retomar os ataques com mísseis e drones contra o território de Israel e rotas de navegação na região, em apoio ao Irã após a nova agressão perpetrada neste sábado (28) contra a República Islâmica, informam a AP e a Reuters, citando dois altos funcionários houthis anônimos.
Uma das fontes indicou que as forças do movimento poderiam realizar seu primeiro ataque "ainda esta noite".
Por sua vez, o Conselho Político Supremo do movimento rebelde "condenou e denunciou nos termos mais enérgicos a traidora e criminosa agressão norte-americana-israelita" contra o país persa.
"A verdadeira natureza de duas potências agressoras"
Em um comunicado divulgado pela agência iemenita Saba, o órgão afirmou que "essa agressão flagrante constitui um crime grave plenamente consumado, uma violação flagrante da soberania de um Estado independente e uma ruptura escandalosa com as leis e cartas internacionais", o que revela "a verdadeira natureza dos EUA e da entidade israelense como duas potências agressoras que não respeitam as leis nem os valores humanitários".
Diante dessa situação, o conselho expressou sua total solidariedade a Teerã e reiterou "seu direito legítimo de defender sua soberania e segurança".
Além disso, indicou que os EUA e Israel são "totalmente responsáveis" pelas consequências que "essa escalada perigosa" possa ter sobre a segurança e a estabilidade da região.
- No final de janeiro, em meio a pressões dos EUA sobre o Irã, os rebeldes houthis do Iêmen alertaram que poderiam retomar seus ataques contra navios mercantes no Mar Vermelho, no estreito de Bab el Mandeb, no Golfo de Áden e no Mar Arábico.
- A mensagem veio após um período de relativa calma nos ataques houthis, no contexto de seu bloqueio marítimo contra Israel em apoio ao povo palestino, após o cessar-fogo em outubro passado que pôs fim aos principais combates na Faixa de Gaza.