O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, classificou os ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel, lançados contra o país neste sábado (28), como "completamente injustificados, ilegais e ilegítimos", condenando a relação de primazia do Estado Sionista na política americana sob o comando de Donald Trump.
"Trump transformou o [slogan] 'EUA em primeiro lugar' em 'Israel em primeiro lugar', o que sempre significa 'EUA em último lugar'", escreveu Araghchi.
Ele também alertou queas Forças Armadas do Irã "estão preparadas para este dia e darão aos agressores a lição que merecem".
Neste sábado (28), Israel lançou um ataque "preventivo" contra o Irã para "eliminar ameaças", segundo seu Ministério da Defesa. Horas depois, Donald Trump confirmou que os EUA se juntaram à agressão, alegando "atividades ameaçadoras" iranianas.
A cobertura de mídia está relatando bombardeios contra os ministérios da Inteligência e da Defesa, o escritório do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e instalações nucleares, bem como danos a residências em áreas centrais da capital iraniana.
O Irã havia alertado anteriormente que qualquer ação militar contra ele seria considerada "o início de uma guerra" e afirmado que suas Forças Armadas estavam "preparadas, com o dedo no gatilho" para responder. O país lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel e começou a atacar bases militares americanas localizadas no Oriente Médio.
Tragédia em escola de meninas
O ministro das Relações Exteriores iraniano também se pronunciou sobre o bombardeio israelense a uma escola primária que deixou dezenas de crianças mortas, e advertiu que essa agressão terá consequências.
"O prédio destruído é uma escola primária para meninas no sul do Irã. Foi bombardeado em plena luz do dia, quando estava cheio de pequenas alunas", escreveu ele. "Dezenas de meninas inocentes foram mortas somente neste local".
"Esses crimes contra o povo iraniano não ficarão sem resposta", enfatizou.
O fato ocorreu em uma escola feminina na localidade de Minab, no sul do país. O prédio ficou totalmente destruído e ainda há crianças presas sob os escombros. Até o momento, são 63 meninas mortas e dezenas de feridas, embora os números continuem sendo atualizados.