Trump afirma que EUA irão refinar petróleo venezuelano e 'exportá-lo ao mundo'

Em discurso, o presidente norte-americano defendeu medidas da Casa Branca tomadas contra Caracas.

Em discurso em Corpus Christi, no estado do Texas, o presidente dos Estados Unidos, DonaldTrump, afirmou nesta sexta-feira (27) que os recentes bombardeios e os eventos relacionados na Venezuela "gozam de ampla popularidade entre a população venezuelana" e reiterou planos de ampliar a atuação americana no país sul-americano.

Trump disse que seu país ainda "fará muitas outras coisas na Venezuela", destacando que a intervenção foi "muito popular". O presidente falou sobre a importância do retorno do petróleo venezuelano ao mercado dos EUA, que havia sido excluído em razão das sanções impostas por sua própria administração durante a primeira gestão.

O presidente afirmou que "360 mil barris" de petróleo venezuelano estavam "agora mesmo" a bordo de um tanque ancorado na baía de Corpus Christi, à sua esquerda, durante o discurso. Segundo ele, os Estados Unidos irão refiná-lo em território americano e comercializá-lo globalmente.

"Refinaremos o petróleo aqui, nos EUA, e aqui no Texas, e depois o exportaremos para todo o mundo. Nós ficaremos com uma parte, daremos outra parte e ganharão mais dinheiro que nunca", declarou Trump.

O presidente também mencionou que Washington ajudará a "reconstruir" a Venezuela, que classificou como um "desastre". "Reconstruiremos e também nos beneficiaremos. E assim é como deve ser, não? Vai ser incrível", concluiu.

Nova etapa, novas alianças

Em 11 de janeiro, o secretário de energia dos EUA, Christopher Wright, fez uma visita oficial a Caracas. Nesse contexto, Rodríguez disse que o objetivo das conversas foi "o estabelecimento de uma parceria produtiva de longo prazo, que permita uma agenda energética que se converta em motor da relação bilateral", seriamente danificada desde 2019 e em processo de reabilitação, após os bombardeios do Exército estadunidense sobre a Grande Caracas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, em janeiro passado.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que seu país adquiriria gás da Venezuela a um preço atrativo, e Rodríguez recebeu em Miraflores uma delegação do governo colombiano para tratar de temas do setor energético. Também está prevista uma reunião bilateral entre os dignitários, embora a data ainda não tenha sido divulgada.

Mesmo antes da operação militar, o presidente dos EUA, Donald Trump, expressou abertamente seu interesse em que companhias de seu país assumissem o controle do petróleo venezuelano, sob a alegação de que este havia sido "arrebatado" de Washington. Após o sequestro de Maduro, Trump afirmou que seu governo se manteria à frente da indústria petrolífera venezuelana por tempo indefinido.

Por sua vez, a mandatária encarregada desmentiu esta versão, ao assegurar que a Venezuela, depositária das maiores reservas de petróleo do mundo, define sua política energética sem interferências externas. Em uma entrevista posterior, ela garantiu que as vendas de petróleo realizadas aos EUA através de companhias particulares têm sido "de justiça comercial", e descartou a existência de privilégios para o país norte-americano.