Notícias

Delação aponta desvio de R$ 100 milhões em hotel ligado a Vorcaro em BH

Relato cita propina a gestores de fundos públicos para viabilizar empreendimento anunciado para 2014.
Daniel Vorcaroredes sociais

Três operadores do mercado financeiro, Christian Rego, Felipe Fonseca e Bruno Moraes, afirmaram em acordo de delação firmado em 2019 que um esquema de propina viabilizou a liberação de R$ 100 milhões de fundos públicos para um empreendimento de Daniel Vorcaro e do pai, Henrique Vorcaro. O caso foi divulgado pela Veja na sexta-feira (27).

Segundo os delatores, os recursos saíram de fundos de pensão de estados e de prefeituras para financiar o Hotel Golden Tulip BH, anunciado para a Copa do Mundo de 2014.

O relato aponta pagamento de propina a gestores para autorizar os aportes. Parte dos valores teria sido desviada por meio da emissão de notas fiscais por empresas de fachada.

Projeto previa 410 quartos e centro de convenções

O hotel foi apresentado como empreendimento de alto padrão em Belo Horizonte, com 410 quartos e estrutura para eventos. A previsão divulgada à época indicava retorno estimado em R$ 350 milhões.

De acordo com a delação, a obra não foi concluída. Os operadores afirmam que os recursos captados não foram suficientes para finalizar o projeto.

O documento cita os fundos de pensão Electra, Serpros e Refer entre os responsáveis pelos aportes. Também menciona regimes próprios de previdência de Tocantins, Manaus (AM), Belém (PA), Macapá (AP), São Sebastião (SP), Naviraí (MS) e Campos dos Goytacazes (RJ) como origem dos recursos liberados.