As autoridades do Paquistão afirmaram nesta sexta-feira (27) — horário local — que 72 soldados afegãos foram mortos em resposta a "ataques afegãos não provocados". "Haverá mais contra-ataques", advertiu Mosharraf Zaidi, porta-voz do primeiro-ministro paquistanês, Muhammad Shehbaz Sharif, em publicação no X.
Até as 2h (horário local), as tropas do Paquistão haviam destruído 16 postos afegãos na fronteira, enquanto outros sete "foram capturados". Foram também destruídos um importante depósito de munições, um quartel de um batalhão dos talibãs* e um quartel-general setorial.
A Força Aérea paquistanesa atacou alvos em Cabul, capital do Afeganistão, onde foram registradas fortes explosões.
O fogo atingiu também 36 tanques de guerra, peças de artilharia e veículos blindados de transporte de pessoal.
O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, disse que o "Paquistão não comprometerá a paz e a integridade territorial. A resposta das nossas forças armadas é abrangente e decisiva. Aqueles que confundirem nossa paz com fraqueza enfrentarão uma resposta forte — e ninguém estará fora de alcance".
Segundo o governo paquistanês, os próximos contra-ataques ocorrerão de acordo com a determinação de Islamabad de responder de forma "imediata e eficiente a qualquer agressão"
*O movimento Talibã, designado como uma "organização terrorista" pelo Conselho de Segurança da ONU, é declarado um grupo terrorista e proibido na Rússia.