
Díaz-Canel após neutralização de embarcação americana: 'Cuba não ataca nem ameaça'

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou nesta quinta-feira (26) que o país "não agride nem ameaça", após a neutralização de uma lancha rápida com matrícula dos Estados Unidos que se aproximou da costa cubana com dez pessoas armadas a bordo. Segundo as autoridades, o grupo pretendia realizar uma infiltração com fins terroristas, informou a mídia local.
"Temos afirmado reiteradas vezes e ratificamos hoje: Cuba se defenderá com determinação e firmeza frente a qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional", escreveu o presidente na rede social X.

De acordo com o site Cubadebate, que citou o Ministério do Interior, a embarcação foi interceptada após entrar em águas cubanas.
Detalhes da ação
O Ministério do Interior informou na quarta-feira (25) que a lancha "infratora" se aproximou a uma milha náutica a nordeste do canal El Pino, em Cayo Falcones, no município de Corralillo, província de Villa Clara, e abriu fogo contra tropas fronteiriças que tentaram identificá-la. O comandante da embarcação cubana ficou ferido.
No confronto, "quatro agressores foram abatidos e seis ficaram feridos", segundo o comunicado oficial.
As primeiras investigações apontam que todos os envolvidos são cubanos residentes nos Estados Unidos, com antecedentes de "atividade criminosa e violenta". Até o momento, seis foram identificados, três seguem sob investigação para confirmação de dados e um foi morto.
Na embarcação, as autoridades apreenderam "fuzis de assalto, armas curtas, artefatos explosivos de fabricação artesanal (coquetéis molotov), coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes de camuflagem".
Também foi detida em território cubano uma pessoa enviada dos Estados Unidos que pretendia "garantir a recepção da infiltração armada" e que já confessou participação na operação, segundo o Ministério do Interior.
Mais cedo, o chanceler Bruno Rodríguez Parrilla afirmou que "a defesa das costas cubanas, do território nacional e da segurança nacional é um dever ineludível".
Rodríguez acrescentou que "Cuba teve de enfrentar numerosas infiltrações terroristas e agressivas procedentes dos Estados Unidos desde 1959, com alto custo em vidas, feridos e danos materiais".

