
Argentina aprova o acordo Mercosul-União Europeia


O Senado da Argentina aprovou nesta quinta-feira (26), por 69 votos a favor e 3 contra, o acordo comercial entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE), assinado por ambos os blocos em 17 de janeiro.
Dessa forma, a Argentina se tornou o segundo país do bloco, depois do Uruguai, cujo Congresso endossou o pacto estratégico negociado durante décadas.
Para que o tratado entre em vigor, ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos outros dois países que compõem o Mercosul, Brasil e Paraguai, o que se espera que aconteça em breve.

No Brasil, por exemplo, a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (25) e já segue para o Senado para ratificação nos próximos dias. No Paraguai, o debate ainda não começou porque o Congresso está em recesso e a sessão ordinária só será retomada no próximo domingo (1º).
E a Europa?
O cenário mais complexo do acordo encontra-se na União Europeia, uma vez que no Parlamento Europeu ainda existe resistência devido aos receios e protestos dos produtores agrícolas, que alertam para a possibilidade de ficarem em desvantagem em relação aos sul-americanos.
Em 10 de fevereiro, o Parlamento Europeu aprovou medidas de segurança para proteger os agricultores, que estipulam que as preferências tarifárias concedidas às importações de produtos agrícolas da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai podem ser suspensas temporariamente se o aumento das importações causar "danos graves" aos produtores europeus.
No entanto, os protestos continuam em vários países europeus, fazendo com que a aprovação ainda não esteja garantida.
Segundo dados do Mercosul, o acordo com a UE representa a integração de um mercado de 800 milhões de habitantes, com um Produto Interno Bruto combinado equivalente a um quarto do PIB mundial e um comércio conjunto de cerca de 100 bilhões de dólares (R$ 514 bilhões).

