As autoridades de Xangai detiveram três pessoas que se faziam passar por médicos e realizavam uma suposta "sangria terapêutica", prometendo eliminar "energias malignas" do corpo, informou o South China Morning Post na terça-feira (24).
O caso veio à tona após a divulgação de um vídeo na Shanghai TV, onde os falsos profissionais inserem uma agulha longa no braço de um homem, deixando o sangue escorrer até formar uma pequena poça no chão. Nenhum deles usava luvas ou máscara, e os materiais sujos eram jogados no piso.
Denunciados às autoridades sanitárias, os praticantes foram autuados, sendo um deles reincidente, que foi entregue à polícia. O "clínico" não possuía licença. Segundo a legislação chinesa, o exercício ilegal da medicina pode resultar em multa de até 100 mil yuans (~R$ 75 mil) e até prisão em casos graves.
- A prática da sangria tem raízes na medicina tradicional chinesa, descrita no Clássico do Imperador Amarelo, mas hoje é vista por muitos especialistas como ultrapassada e perigosa.