Aliados de Rússia e China sofrem pressão econômica sem precedentes, diz Lukashenko

O presidente bielorrusso criticou a "grave ingerência" que Venezuela, Cuba e Irã têm sofrido ultimamente, sobretudo "através da economia".

Os aliados da Rússia e da China estão sofrendo forte pressão econômica, denunciou nesta quinta-feira (26) o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, durante reunião do Conselho de Estado da União, realizada em Moscou, da qual participou junto com o presidente russo, Vladimir Putin.

O líder bielorrusso criticou o fato de que, atualmente, o sistema comercial global sofre bloqueios tecnológicos e energéticos, introdução de tarifas, pressões financeiras cambiais, bem como pirataria nas rotas logísticas. "Alguns países não têm permissão para exportar petróleo. Outros, para importá-lo, eles tentam impedir isso", explicou.

"Se os líderes do mundo multipolar, China e Rússia, ainda têm pelo menos algum receio, seus aliados sofrem pressão sem precedentes", afirmou.

Lukashenko mencionou o exemplo das interferências recentes na VenezuelaCuba e Irã. "Nossos parceiros comuns se tornaram objeto de uma grave ingerência, em primeiro lugar por meio da economia", destacou.

Diante dessa situação, o presidente enfatizou que a soberania tecnológica, a aposta nos próprios recursos e competências e a proteção do mercado comum do Estado da União são linhas de defesa tão importantes quanto as militares e as de política externa.