EUA vão oferecer pela primeira vez serviços consulares em assentamentos israelenses ilegais

Comissão de Resistência à Colonização e ao Muro da Autoridade Palestina afirmou que a iniciativa "constitui uma violação flagrante do direito internacional e um claro favorecimento das autoridades de ocupação", referindo-se a Israel.

Pela primeira vez, os Estados Unidos vão oferecer serviços consulares em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, rompendo com sua política anterior. O anúncio foi feito na terça-feira (24) pela embaixada americana em Jerusalém, em publicação no X.

A postagem diz que a representação diplomática prestará serviços de passaporte a cidadãos americanos no assentamento de Efrat, na Cisjordânia, por um dia, marcado para sexta-feira (27). A medida faz parte das comemorações do 250º aniversário da independência dos EUA, de acordo com a publicação.

A medida foi criticada por autoridades palestinas como uma "clara violação do direito internacional".

Os assentamentos israelenses na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, são considerados ilegais pelo direito internacional. Efrat, localizada a cerca de 12 km ao sul de Jerusalém, tem aproximadamente 12 mil residentes israelenses.

Em comunicado, a Comissão de Resistência à Colonização e ao Muro da Autoridade Palestina afirmou que a iniciativa "constitui uma violação flagrante do direito internacional e um claro favorecimento das autoridades de ocupação", referindo-se a Israel.

Já Mu’ayyad Shaa’ban, chefe da comissão, declarou que o ato "consolida uma realidade de assentamento que prejudica a possibilidade de se estabelecer um Estado palestino independente e soberano".