Os ex-diretores da Agência de Segurança Interna (ABW) e do Serviço de Contraespionagem Militar (SKW) da Polônia foram acusados de usar o spyware israelense Pegasus que pode ter comprometido informações confidenciais, informou o The Times of Israel, na quarta-feira (25).
Segundo a publicação, os ex-oficiais podem pegar até três anos de prisão por negligência. Segundo o Ministério Público polonês, o sistema Pegasus "não possuía a certificação de segurança de TI necessária".
As investigações sobre o uso do controverso software desenvolvido pelo grupo israelense NSO, foram iniciadas depois da posse do do primeiro-ministro Donald Tusk no final de 2023.
As autoridades alegam que o programa foi amplamente utilizado pelo antigo governo do partido Lei e Justiça (PiS) para espionar políticos da oposição. Os ex-funcionários, no entanto, insistem que as acusações têm motivação política.
Identificado pela primeira vez em 2016, o software Pegasus tem sido o centro de vários escândalos de grande repercussão em todo o mundo, com autoridades flagradas repetidamente usando-o para fins questionáveis.
O programa foi projetado para atacar dispositivos iOS e Android e acredita-se que seja capaz de espionar chamadas, ler mensagens de texto, rastrear localização, coletar senhas e realizar outras atividades maliciosas.