Embaixador dos EUA na França promete 'não interferir nos assuntos internos' do país

A crise diplomática entre os aliados da OTAN teve início após Washington classificar o assassinato do ativista nacionalista Quentin Deranque como "radicalismo violento de esquerda", o que foi visto em Paris como ingerência.

O embaixador dos Estados Unidos na França e pai do genro de Donald Trump, Charles Kushner, telefonou ao ministro das Relações Exteriores francês na terça-feira (24) para prometer que não iria interferir nos assuntos internos do país, segundo o Le Monde.

O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, confirmou que conversou por telefone com o embaixador, ocasião em que Kushner teria manifestado "disposição de não interferir em nosso debate público e lembrou a amizade que une a França e os Estados Unidos".

A crise diplomática entre os aliados da OTAN teve início após Washington classificar o assassinato do ativista nacionalista Quentin Deranque como "radicalismo violento de esquerda", avaliação vista na França como ingerência em assuntos internos.

Em reação, autoridades francesas pediram esclarecimentos aos EUA e, após Kushner não comparecer a uma reunião previamente indicada, a França bloqueou o acesso do embaixador norte-americano a ministros do governo.