O proprietário da plataforma de conteúdo por assinatura OnlyFans, o ucraniano-americano Leonid Radvinsky, está explorando opções para vender a empresa, enquanto sua dependência de conteúdo sexual explícito complica as negociações e gera debates políticos nos EUA, relatou a Bloomberg.
Em particular, a plataforma britânica busca vender uma participação de 60% para a gestora americana de ativos e patrimônio Architect Capital. A controladora da plataforma, a britânica de TI Fenix International Ltd. — empresa em que Radvinsky ocupa o cargo de diretor e goza da posição de proprietário único com 75% das ações — também conversa com outros investidores.
O comprador receberia, aproximadamente, US$ 3,5 bilhões de dólares (cerca de R$ 17,9 bilhões) em valor patrimonial e US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,2 bilhões) em dívida.
Entretanto, a busca por novos proprietários não é uma tarefa simples para uma plataforma tão popular. Em maio do ano passado, Radvinsky tentou fechar um acordo de venda por US$ 8 bilhões (cerca de R$ 41 bilhões), sem sucesso. A dependência da plataforma de conteúdo sexualmente explícito limita seu acesso a financiamento tradicional, desencoraja alguns compradores potenciais e deixa a empresa exposta à pressão de processadores de pagamento e reguladores, o que complica esforços para fechar acordos.
Imposto de pecado
A popularidade da OnlyFans também é motivo de preocupação entre autoridades dos Estados Unidos. Mais recentemente, a plataforma se tornou alvo de James Fishback, candidato a governador para o estado da Flórida pelo Partido Republicano, que propõe estabelecer o primeiro "imposto do pecado" da história, que recolheria 50% dos lucros obtidos pelos criadores da OnlyFans.
Toda a receita do imposto seria destinada à educação pública, centros de apoio à gravidez e à criação de um cargo de aconselhamento para problemas de saúde mental para homens, relacionados com o vício em pornografia, divulgou em janeiro. Fishback explicou que o imposto teria como objetivo desincentivar "mulheres jovens, inteligentes e capazes" de atuar na plataforma.