
FSB frustra atentado contra alto militar russo em São Petersburgo

O Serviço Federal de Segurança [FSB, na sigla em russo] da Rússia frustrou um ataque terrorista planejado contra um militar russo de alto escalão, em São Petersburgo, como informou a mídia russa, na quinta-feira (26).
De acordo com um comunicado do órgão, o FSB "frustrou as atividades ilegais de dois cidadãos russos que, a pedido dos serviços especiais da Ucrânia, planejavam cometer um atentado terrorista" com o uso de "um artefato explosivo de fabricação caseira".

Os terroristas se comunicavam com um supervisor através do Telegram. Seguindo suas instruções, eles retiraram o artefato explosivo improvisado de um esconderijo, localizaram o endereço do alvo e instalaram o dispositivo sob seu veículo.
"Como resultado das medidas operacionais de busca, os agentes do FSB encontraram e desativaram o artefato explosivo", informou o órgão. Os autores foram detidos e confessaram seu crime.
"Terror individual e em massa"
Na terça-feira (24), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que por não conseguir derrotar Moscou na frente de batalha, o regime de Kiev optou pelo terrorismo:
"Ao não conseguir infligir uma derrota estratégica à Rússia no campo de batalha, o inimigo recorre ao terror individual e em massa. Isso inclui bombardeios de cidades, sabotagem de infraestruturas e tentativas de assassinato de funcionários governamentais e militares", disse Putin.
O presidente afirmou que em 2025 o número de crimes relacionados ao terrorismo aumentou e a maioria deles é, sem dúvida, obra das agências de inteligência ucranianas.
- Kiev lança constantemente ataques seletivos contra a população civil das províncias fronteiriças russas. Drones e mísseis ucranianos atingem veículos, residências, áreas de lazer, centros comerciais e outras instalações civis, deixando vítimas.
- Sabotadores ucranianos entram em contato com pessoas que vivem na Rússia e lhes dão instruções para organizar a destruição de vias férreas, pontes e outros objetos.

