
Kremlin comenta incidente com lancha em águas cubanas: 'Os guardas cubanos fizeram sua obrigação'

Os guardas fronteiriços de Cuba fizeram "o que deviam fazer", afirmou nesta quinta‑feira (26) o porta‑voz presidencial russo, Dmitry Peskov, ao comentar o incidente com uma embarcação americana que incursionou em águas cubanas.
"Aqui não há nada a comentar, pois, como foi informado desde Havana, os cidadãos cubanos capturados, que tentaram entrar no território da ilha armados, reconheceram que estavam fazendo isso com a intenção de realizar atos terroristas", afirmou o porta‑voz.

"É a confissão deles, portanto não há nada a discutir aqui. Assim é que se deve abordar a situação. Os guardas fronteiriços cubanos fizeram o que deveriam fazer nesta situação", acrescentou.
O porta-voz indicou que as tensões em torno da situação no Cuba estão escalando, sendo o mais importante considerar o aspecto humanitário:
"Todas as questões humanitárias dos cidadãos cubanos devem ser resolvidas e ninguém deve colocar obstáculos. Os cidadãos, as mulheres e as crianças devem ter a possibilidade de satisfazer suas necessidades sociais", enfatizou Peskov.
"Quanto à segurança em torno da ilha, é fundamental que todos mantenham a moderação e evitem qualquer ação provocativa", concluiu o porta-voz.
- Na quarta-feira (25), o Ministério do Interior de Cuba informou que uma lancha rápida "infratora" foi detectada nas águas territoriais cubanas. A embarcação, com registro da Flórida (FL7726SH), aproximou-se a uma milha náutica ao nordeste do canal El Pino, em Cayo Falcones, município de Corralillo, na província de Villa Clara.
- "Ao se aproximar uma unidade de superfície das Tropas Guardafronteiras do Ministério do Interior, com cinco combatentes, para realizar a identificação, a partir da lancha infratora foi aberto fogo contra os agentes cubanos, o que fez com que o comandante da embarcação cubana ficasse ferido", lê-se no comunicado.
- As autoridades afirmaram que as investigações continuam para o "total esclarecimento dos fatos".
