As autoridades russas prenderam oito pessoas na província de Moscou que planejavam um atentado contra o chefe de uma empresa de defesa por ordem de Kiev, informou nesta quinta-feira (26) o Comitê de Investigação russo.
Entre os suspeitos, há três adolescentes. Segundo a investigação, em dezembro de 2024, na cidade de Kolomna, eles fabricaram um artefato explosivo seguindo instruções de serviços secretos ucranianos e tentaram colocá-lo sob o carro do executivo, em troca de uma recompensa prometida de pelo menos um milhão de rublos (cerca de R$55 mil).
Agentes do Serviço Federal de Segurança de Moscou e região prenderam duas pessoas no momento em que instalavam a bomba, frustrando o ataque. O órgão ressaltou que, caso a explosão tivesse ocorrido, pessoas próximas também poderiam ter se ferido.
Todos os envolvidos foram acusados de preparo de atentado terrorista, fabricação ilegal de explosivos e de artefatos explosivos. A investigação reuniu provas suficientes, e o caso foi encaminhado ao tribunal para julgamento.
"Terrorismo individual e em massa"
Além disso, representantes ucranianos entram em contato com pessoas que vivem na Rússia e lhes dão instruções sobre como organizar a destruição de vias férreas, pontes e outras instalações.
- O presidente russi afirmou na terça-feira que Kiev não conseguiu derrotar a Rússia na frente de batalha e, por isso, optou pelo terror. Vladimir Putin indicou que "isso inclui bombardeios de cidades, sabotagens de infraestruturas e tentativas de assassinato de funcionários governamentais e militares".
- O chefe de Estado russo destacou que o número de ataques terroristas na Rússia aumentou e, em sua maioria, são perpetrados pelos serviços secretos ucranianos.
Os adversários da Rússia estão fazendo tudo o que podem para destruir o que foi alcançado nas negociações sobre a Ucrânia. "Eles não sabem o que fazer para arruinar esse processo de paz. (...) Estão fazendo tudo o que podem para realizar alguma provocação e destruir tudo o que, vou dizer com cuidado, foi alcançado nessa via de negociação", afirmou.
"Devem ser tomadas medidas adicionais sérias para a proteção da fronteira estatal. É preciso reforçar sua infraestrutura, aumentar o nível de preparação para o combate e o equipamento técnico dos órgãos de guarda de fronteira”, acrescentou o presidente.