O incidente envolvendo uma lancha próximo à costa de Cuba foi provocado por Washington para aumentar as tensões, afirmou nesta quinta-feira (26) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em entrevista.
"Trata-se de uma provocação agressiva dos Estados Unidos, cujo objetivo é escalar a situação e detonar um conflito", declarou a diplomata.
O que aconteceu?
Na quarta-feira (25), o Ministério do Interior de Cuba informou que uma lancha rápida "infratora" foi detectada nas águas territoriais cubanas. A embarcação, com matrícula da Flórida (FL7726SH), aproximou-se a uma milha náutica ao nordeste do canal El Pino, em Cayo Falcones, município de Corralillo, na província de Villa Clara.
"Ao se aproximar uma unidade de superfície das Tropas Guardafronteiras do Ministério do Interior, com cinco combatentes, para realizar a identificação, a partir da lancha infratora foi aberto fogo contra os agentes cubanos, o que fez com que o comandante da embarcação cubana ficasse ferido", lê-se no comunicado.
O episódio resultou em enfrentamento, no qual "quatro agressores resultaram abatidos e seis lesionados", que foram evacuados e receberam atendimento médico.
As autoridades afirmaram que as investigações continuam para o "total esclarecimento dos fatos".
"Diante dos desafios atuais, Cuba reafirma sua disposição de proteger as águas territoriais, tendo como base que a defesa nacional é um pilar fundamental para o Estado cubano em favor da proteção de sua soberania e da estabilidade na região", lê-se no comunicado.