'A mentira mais antiga': Carlson critica acusações de que Irã desenvolve armas nucleares

O jornalista afirmou que enquanto as pessoas acreditarem nesse tipo de justificativa dos políticos para intervenções militares, eles "continuarão contando as mesmas mentiras".

O jornalista norte-americano Tucker Carlson, em um vídeo publicado nesta quinta-feira (26), atacou o discurso oficial de Washington sobre o Irã, afirmando que é mentira que a República Islâmica esteja desenvolvendo armas nucleares. Para ele, essa acusação é um truque que os EUA vêm usando ao longo de toda a história moderna.

"Outro dia encontrei um senador. Ele me disse: 'O Irã está prestes a conseguir uma arma nuclear'. Quero dizer, eles realmente acreditam nisso. Como você pode respeitar alguém que acredita em algo tão absurdo?", afirmou Carlson.

"Mentira mais antiga"

Segundo Carlson, não se trata apenas da acusação de que o Irã estaria "a segundos" de ter uma arma nuclear, mas de "talvez a mentira mais antiga da política externa norte-americana". "Temos que fazer isso porque é um regime despótico que oprime seu próprio povo", dizem frequentemente os dirigentes dos EUA.

Para o jornalista, essa linha de argumento "é angustiante e cínica", pois "se aproveita da melhor qualidade dos norte-americanos, que é a decência". "Eles odeiam o despotismo. Acreditam que a liberdade é um direito concedido por Deus a todos os povos. Por isso, um regime que oprime seu povo é, por definição, ilegítimo", explicou.

Exemplos históricos

Carlson citou presidentes dos EUA para ilustrar o padrão. Sobre Lyndon Johnson, lembrou um discurso de 1965 na Universidade Johns Hopkins sobre o Vietnã: "Esta noite, americanos e asiáticos estão morrendo por um mundo em que cada povo possa escolher seu próprio caminho para a mudança".

Já George W. Bush, pouco antes da guerra no Iraque, disse: "Não temos ambições no Iraque, exceto eliminar uma ameaça e devolver o controle do país ao seu povo". Carlson comentou: "Fizemos isso por direitos humanos. Só queríamos democracia no Iraque. Foi isso que aconteceu?"

Também citou Barack Obama, três anos após ser eleito, falando sobre os bombardeios na Líbia e a morte de Muammar Gaddafi: "Este é um pedido de ajuda do próprio povo líbio. Eles estão desesperados". Para Carlson, a justificativa do ex-presidente de que o governo da Líbia deveria ser substituído pelo povo é "uma mentira óbvia e absurda".

"Enquanto as pessoas acreditarem ou fingirem acreditar, os políticos continuarão contando as mesmas mentiras", concluiu Carlson. "Eles precisam ser obrigados a escolher uma nova mentira".

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