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Rubio explica como Trump vê tratado sobre armas nucleares

"Podemos pressionar, podemos orientar, podemos persuadir, mas não podemos obrigar", afirmou o secretário de Estado dos EUA.
Rubio explica como Trump vê tratado sobre armas nuclearesPhoto by Janos Kummer/Getty Images / Gettyimages.ru

O presidente dos EUA, Donald Trump, defende que qualquer novo tratado sobre armas nucleares precisa incluir obrigatoriamente Estados Unidos, Rússia e China. A declaração foi feita nesta quarta-feira (25) pelo secretário de Estado, Marco Rubio, durante entrevista.

"O presidente está firmemente convencido de que qualquer acordo sobre armas nucleares no século XXI, para ser legítimo, precisa envolver esses três países: Estados Unidos, Rússia e China. E vamos continuar explorando a disposição deles para isso", disse Rubio.

Segundo o chefe da diplomacia americana, Washington continuará insistindo na proposta. "Acreditamos que seria bom para o mundo se conseguíssemos um acordo assim. O presidente é favorável, se for possível. Mas todos os países precisam estar incluídos", acrescentou.

Rubio destacou que a decisão é soberana. "Não se pode obrigar ninguém a fechar um acordo. É possível criar incentivos, mas não forçar. Podemos pressionar, orientar, persuadir, mas não podemos obrigar", afirmou.

"Se quiserem negociar um acordo de controle de armas entre os três países, estamos prontos para conversar. Se não quiserem, não haverá acordo. Vamos apenas continuar fazendo o que for necessário", concluiu.

O que dizem Moscou e Pequim?

Pela primeira vez desde a década de 1970, as duas maiores potências nucleares, Rússia e Estados Unidos, ficaram no início de fevereiro sem um tratado em vigor que limite seus arsenais estratégicos, encerrando na prática uma arquitetura de controle de armas construída ao longo de décadas.

O Novo START (START III) foi assinado em 2010 pelos então presidentes Dmitry Medvedev e Barack Obama. O acordo foi prorrogado por cinco anos em fevereiro de 2021.

O chanceler russo, Serguey Lavrov, afirmou no início de fevereiro que, apesar do vencimento do tratado, Moscou continua respeitando os limites quantitativos previstos no acordo, desde que Washington também os cumpra.

Segundo Lavrov, a iniciativa do presidente Vladimir Putin para manter em vigor as limitações centrais do tratado foi apresentada aos EUA, que ainda não deram resposta oficial.

Já o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Washington "continua distorcendo e difamando" a posição de Pequim. O porta-voz Lin Jian declarou que os EUA são "a principal fonte de perturbação da ordem nuclear internacional e da estabilidade estratégica global", ao permitir a expiração do START III, manter a doutrina de uso preventivo de armas nucleares, investir trilhões na modernização do arsenal nuclear e adotar dois pesos e duas medidas no discurso sobre não proliferação.

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