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Canadá anuncia que enviará 'imediatamente' ajuda milionária para Cuba

Ottawa denuncia que o país caribenho enfrenta "condições que pioram rapidamente".
Bandeiras de Cuba e do Canadá.Gettyimages.ru / studiocasper

O Canadá anunciou nesta quarta-feira (25) que enviará "imediatamente" ajuda humanitária para Cuba, no valor de 8 milhões de dólares canadenses (R$ 29,9 milhões), em meio ao endurecimento do bloqueio de Washington contra a ilha.

Em nota divulgada para a imprensa, o governo canadense justificou o motivo do auxílio. "Cuba enfrenta condições que pioram rapidamente, provocadas pela escassez grave de combustível, apagões prolongados e crescentes barreiras para acessar alimentos e assistência médica. A crise energética, agravada ainda mais pelos desafios do ano passado, incluindo o furacão Melissa, aumentou a vulnerabilidade de milhões de pessoas", disse o texto.

Dessa forma, conforme detalhado, o "financiamento acelerado" será destinado a "ampliar a alimentação e a nutrição dos cubanos vulneráveis", complementou o comunicado.

Além disso, explicam que os fundos liberados provêm de um programa internacional de assistência para fortalecer a segurança alimentar e a nutrição local, fornecido por meio de parcerias de confiança com o Programa Mundial de Alimentos e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

'Ao lado do povo'

A ministra das Relações Exteriores canadense, Anita Anand, disse que "enquanto o povo cubano enfrenta grandes dificuldades, o Canadá se solidariza" e, por isso, "está fornecendo assistência direcionada para ajudar a atender necessidades urgentes".

Por sua vez, Randeep Sarai, secretário de Estado para o Desenvolvimento Internacional, manifestou que "o Canadá está ao lado do povo cubano nestes tempos difíceis".

Ameaças de Trump a Cuba

  • No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
  • Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Blanca.
  • Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
  • Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
  • Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.