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Ex-funcionária russa finge a própria morte e é presa após 13 anos foragida

Autoridades afirmam que a condenada enganou investigadores ao usar identidade de uma pessoa morta.
Ex-funcionária russa finge a própria morte e é presa após 13 anos foragidaTelegram / @sledcom_press

A ex-vice-ministra da Habitação e Serviços Comunitários da província russa de Astracã, condenada a sete anos de prisão, fingiu a própria morte e permaneceu escondida durante 13 anos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Comitê de Investigação da Rússia (SKR, na sigla em russo).

"No decorrer de uma série de investigações e medidas operacionais, foi estabelecido o paradeiro da ex-vice-ministra da Habitação e Serviços Comunitários da província de Astracã, Marianna Stupina, anteriormente condenada em 2012 a sete anos de prisão por apropriação de fundos em montante especialmente elevado, falsificação de documentos de pagamento e lavagem de rendimentos ilícitos", lê-se no comunicado.

Após a emissão da sentença condenatória, ela abandonou a região e residiu por um tempo no território da República do Tartaristão, evitando assim o cumprimento da pena.

Enquanto era procurada, ela acompanhava publicações na Internet sobre mulheres desaparecidas, até que se deparou com uma notícia sobre um desaparecimento de uma mulher parecida com ela, na província de Novosibirsk.

Stupina enviou seu marido ao local, que identificou a falecida como sua esposa, o que permitiu criar a aparência de que ela estava morta e enganar as autoridades policiais.

Posteriormente, a ex-funcionária retornou ao território da província de Astracã, onde durante mais de 13 anos levou "uma vida oculta".

As instituições de investigação descobriram o plano de Stupina ao investigar os assassinatos de duas pessoas na região, em 2010. Uma das vítimas era investigada por desviar dinheiro do Ministério da Habitação e Serviços Comunitários da província de Astracã, onde Stupina trabalhava.

De acordo com o SKR, a mulher não estava envolvida no assassinato investigado, mas conhecia a vítima.

"Atualmente, a condenada foi enviada a uma colônia penitenciária para cumprir a pena. Os órgãos de instrução estão estudando a possibilidade de fazer uma avaliação jurídica dos atos relacionados à simulação de sua morte", explica o órgão.