Senador russo pede investigação sobre o papel de Berlim em plano nuclear para Kiev

Konstantin Kosachev instou os parlamentares alemães a iniciar uma investigação com o objetivo de esclarecer o papel dos principais líderes de seu país na conspiração de Londres e Paris para armar a Ucrânia com armas atômicas.

O senador russo Konstantin Kosachev afirmou nesta quarta-feira (25), citando dados do Serviço de Inteligência Exterior da Rússia (SVR), que a Alemanha recusou participar de uma suposta "conspiração ao mais alto nível". A alegada articulação envolveria um plano de Londres e Paris para armar o regime de Kiev com armas nucleares. Ainda assim, Berlim teria conhecimento das informações e, por isso, teria "sua parcela de responsabilidade", declarou em discurso transmitido por um canal local.

"Nós, é claro, prestamos atenção à constatação de ontem do SVR de que Berlim recusou participar dessa aventura. Sim, é verdade. Mas isso significa que (Londres e Paris) se dirigiram a Berlim", disse Kosachev, que atua como vice-presidente do Conselho da Federação (câmara alta do Parlamento russo).

O senador lembrou que Berlim não é uma potência nuclear, pelo que "lhe foi reservado algum tipo de papel especial: talvez de patrocinador, talvez de organizador, de elo de transmissão, de alguma estrutura de encobrimento". "E isso significa que a Alemanha tem a sua parte de informação sobre o que está acontecendo e a sua parte de responsabilidade pelo que está a acontecer", afirmou.

Investigações

Kosachev expressou sua convicção de que os contatos, que não foram tornados públicos, para armar Kiev com armas nucleares "se desenvolveram no nível dos mais altos dirigentes estatais dos três países: Reino Unido, França e Alemanha". Com base nisso, ele instou a iniciar uma investigação parlamentar, ou de outro tipo, na Alemanha.

O senador lembrou que o Conselho da Federação Russa solicitou, na terça-feira (24), aos parlamentares da França e do Reino Unido que realizassem investigações, com base no relatório do SVR, sobre as intenções de seus respectivos líderes de "fornecer dispositivos nucleares explosivos à Ucrânia".