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Lukashenko alerta para 'corrida insana por armas nucleares' e condena 'histeria militar da Europa'

O presidente de Belarus fez um paralelo com a Segunda Guerra Mundial e afirmou que "a atual situação internacional é semelhante àquele período" da história.
Lukashenko alerta para 'corrida insana por armas nucleares' e condena 'histeria militar da Europa'Serviço de Imprensa do Presidente da República de Belarus

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, fez um alerta na segunda-feira (23) para os riscos de uma corrida armamentista, inclusive com capacidade nuclear. Segundo o mandatário, é crucial que se evite uma guerra mundial, informou a agência de notícias Belta.

O mandatário relembrou que 2026 marca 85 anos do início da Segunda Guerra Mundial, período em que o público da União Soviética sofreu inúmeras perdas.

"Vemos que a atual situação internacional é semelhante àquele período [da história] de nosso país. O Ocidente está deliberadamente criando uma histeria militar, com a OTAN aumentando constantemente o investimento em armas, além da militarização europeia, especialmente em países vizinhos do Oriente, que está se acelerando", afirmou Lukashenko em uma cerimônia de entrega de condecorações estatais a oficiais das forças de segurança do país.

Segundo o mandatário belarusso, "o mundo está sendo levado a uma outra corrida insana por armas, incluindo as nucleares".

Armas nucleares para a Ucrânia?

Na terça-feira (24), o Serviço de Inteligência Externa (SVR) da Rússia revelou que o Reino Unido e a França planejam enviar secretamente ao regime de Kiev uma ogiva nuclear francesa.

De acordo com um comunicado, Londres e Paris trabalham em "questões" relacionadas com o fornecimento de armamento atômico para a Ucrânia.

No mesmo dia, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, disse que qualquer tentativa de fornecer capacidades nucleares à Ucrânia seria recebida com uma "resposta firme" de Moscou e arriscaria um "conflito militar direto entre potências nucleares".

"Declaramos repetidamente que quaisquer tentativas de alterar o status não nuclear da Ucrânia, muito menos de permitir que o regime profundamente antirrusso de Kiev obtenha armas nucleares, são categoricamente inaceitáveis", declarou. "Alertamos mais uma vez sobre os riscos de um conflito militar direto entre potências nucleares – e, por sua vez, sobre as consequências potencialmente catastróficas", complementou a porta-voz.