Mais de 300 aviões militares dos EUA estão concentrados no Oriente Médio - imprensa

As aeronaves militares americanas estão principalmente localizadas em bases aéreas no Catar, na Jordânia, e na Arábia Saudita, além dos componentes aéreos a bordo dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford.

Em um contexto de aumento das tensões com o Irã, os Estados Unidos tem deslocado cada vez mais caças e aeronaves militares para suas bases no Oriente Médio, de acordo com relatórios de inteligência de fontes abertas compilados pela agência de notícias Anadolu nesta quarta-feira (25).

A agência revela que mais de 300 aeronaves militares americanas estão atualmente estacionadas na região, distribuídas entre a Base Aérea de Al Udeid, no Catar; a Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia; e a Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita; além dos componentes aéreos a bordo dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford.

Desde o início de janeiro de 2026, aproximadamente 270 voos logísticos de aeronaves C-17 e C-5 foram realizados para o Comando Central dos EUA (CENTCOM), juntamente com o destacamento dos sistemas de defesa antimíssil Patriot e THAAD.

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Os dados indicam que ainda não houve movimentações de bombardeiros B-2, os mesmos utilizados na Operação Martelo da Meia-Noite (Midnight Hammer), no dia 21 de junho, quando os EUA atacaram três instalações nucleares no Irã.

Teerã se mantém firme

As ameaças de Trump sobre uma possível ação militar contra o Irã acontecem simultaneamente ao reforço bélico no Oriente Médio.

Em 18 de fevereiro, foram divulgadas informações de que o presidente dos EUA ordenou o envio à região do USS Gerald R. Ford, o maior e mais avançado porta-aviões nuclear do mundo, junto com seu grupo de combate. O grupo se unirá ao USS Abraham Lincoln.

Diante da pressão acelerada de Washington e suas exigências em torno do programa nuclear e de mísseis do país persa, Teerã continua defendendo seus interesses legítimos.

Autoridades iranianas sublinharam repetidas vezes que estão preparados para responder com golpes "pesados" a qualquer "erro estratégico" dos EUA, e advertem que serão ainda mais fortes do que durante a "Guerra dos 12 dias".