
Rússia demonstrou moderação e comunicação autêntica em negociações sobre Ucrânia, avalia Witkoff

O enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff declarou nesta quarta-feira (25) que Moscou e Kiev avançaram mais nos últimos dois meses de negociações trilaterais do que nos quatro anos anteriores.

Witkoff, que lidera os esforços de mediação de Washington para encontrar uma solução pacífica para o conflito ucraniano, afirmou que os representantes da Rússia demonstraram "moderação" nas conversas em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, conduzindo uma "autêntica comunicação". Ele revela que as delegações teriam se dividido em conversas setoriais, exemplificando focos para discussão entre representantes militares e para a prosperidade econômica.
Em particular, as partes superaram o que ele chamou de "má comunicação", destacando o papel de mediação da delegação americana no estabelecimento de canais de conversa.
Foram realizadas conversas trilaterais diretas entre a Rússia, os EUA e a Ucrânia em Abu Dhabi em duas ocasiões. A primeira rodada ocorreu nos dias 23 e 24 de janeiro e a segunda, nos dias 4 e 5 de fevereiro.

"Difíceis", mas "construtivas"
Após os encontros nos Emirados, Moscou classificou as negociações como "construtivas e, ao mesmo tempo, muito complexas", lembrando que "as portas para uma solução pacífica estão abertas". Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as conversas foram "muito, muito boas".
A terceira rodada das negociações trilaterais ocorreu nos dias 17 e 18 de fevereiro na cidade suíça de Genebra. O principal negociador russo, Vladimir Medinsky, resumiu as conversações como "difíceis, mas substanciais", embora o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, tenha considerado prematuro avaliá-las antes que os resultados fossem apresentados pelos delegados aos chefes de Estado.
Enquanto isso, Witkoff avaliou as negociações em Genebra de forma positiva, mencionando "avanços significativos", em avaliação reiterada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Por sua vez, o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, avaliou o trabalho nas questões militares como "construtivo", já que as partes, em geral, entendem como poderia ser organizado o monitoramento de um cessar-fogo e do fim do conflito, "se houver vontade política". Contudo, a respeito da questão territorial e à infraestrutura, o diálogo foi "difícil", admitiu Zelensky.

