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'Não precisamos de G7, G4, G20': Lula defende fortalecimento do BRICS e união do Sul Global

Durante sua passagem na Índia, o presidente ressaltou a participação dos BRICS na economia e demografia global, destacando seu papel no equilíbrio com as grandes potências.
'Não precisamos de G7, G4, G20': Lula defende fortalecimento do BRICS e união do Sul GlobalFoto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fortalecimento do BRICS e a maior articulação entre países do Sul Global, em entrevista coletiva na Índia, no domingo (22).

Lula apontou que o BRICS foi criado para dar voz a países tradicionalmente marginalizados nas decisões do cenário global, a partir de reuniões com Índia, China e Rússia.

O bloco vem contribuindo para criar uma nova lógica econômica, ressaltou o presidente, unindo quase metade da população e do PIB mundial. Durante a presidência brasileira do bloco em 2025, levantamentos apontaram que a participação do grupo representa 40% da economia global.

Frente a proposições de integração dos BRICS com outras organizações internacionais hegemônicas, Lula defendeu que a união da representação do Sul Global é fundamental para equilibrar negociações com as grandes potências.

"Países como Índia, Brasil, Austrália e outros do Sul Global podem estar juntos, porque na negociação direta com superpotências a tendência é sair perdendo. Como temos os mesmos problemas e os mesmos interesses, precisamos permanecer unidos", afirmou, destacando a importância da cooperação regional e econômica.

"Nós vamos começar a compreender que nós não precisamos ter briga, nós não precisamos ter G7, G4, G20... a gente vai caminhando para construir o único bloco."

"A gente tá dando cara a isso, nós temos pretensões políticas. Criamos um banco.", indicou, em referência ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), atualmente chefiado pela ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff. "Sei que os EUA têm alguma inquietação, que na verdade é com a China. Mas não queremos outra Guerra Fria. Queremos fortalecer nosso grupo, que pode se integrar ao G20 e, quem sabe, formar algo equivalente a um G30", completou.